2007 - 2017 | 10 anos do referendo

 

“A destruição da vida – do aborto à eutanásia - é a destruição do Homem. Como diz o Papa Francisco, é contra a ecologia, é criar vidas descartáveis, é um retrocesso civilizacional”

Isilda Pegado
Presidente da Federação Portuguesa pela Vida

Pessegueiro

Gostaríamos que a Federação Portuguesa pela Vida continuasse a ser um ponto de referencia para todas as Associações e todas as boas-vontades em torno do tema da Vida. No fundo, como aquele pequeno farol, numa falésia, tão discreto que durante o dia ninguém dá por ele mas que, na escuridão da noite, e com mares revoltos, ajuda quem precisa a sinalizar o caminho e a dar uma linha de rumo até ao porto de abrigo. A Federação Portuguesa pela Vida renovou a sua página oficial na internet. Convidamos todos a que visitem, utilizem, interajam e deem contributos para o site ora renovado. Nesta Páscoa de 2017, e sempre, vamos continuar.

A Federação Portuguesa pela Vida renovou a sua página oficial na internet. Convidamos todos a que visitem, utilizem, interajam e deem contributos para o site ora renovado.

Este ano de 2017 assinalam-se os 10 anos do referendo em que 59% dos portugueses se manifestaram pelo “Sim à despenalização da IVG até às 10 semanas”, referendo esse que abriu efetivamente as portas ao aborto legal em Portugal. Assinalar-se-ão igualmente no próximo ano 2 décadas sobre o “Não” dos portugueses ao aborto no 1º referendo realizado em 1998. Muito tempo passou desde os dois referendos e, quase 200 mil abortos legais depois, muita coisa mudou também na vida dos portugueses nos últimos anos, nomeadamente em termos sociais e económicos, por exemplo a emigração em massa de jovens durante anos e anos de crise económica, o envelhecimento acelerado do país, a perda de referências morais e éticas, corrupção, falências impensáveis de grupos económicos e financeiros…

No momento atual continuamos a assistir, em Portugal e em diversos países europeus, ao desenrolar sem fim de agendas políticas fraturantes, senão mesmo aberrantes, para a família e para a sociedade, a mais recente das quais, no nosso país, relacionada com a legalização da eutanásia. Trata-se de mais um atentado à vida, grave e perigoso, a ensombrar o nosso futuro coletivo. Olhando retrospetivamente para a sociedade que o nosso sistema político tem vindo a construir, nos últimos anos e décadas, constatamos que, de A a Z, foi feita uma revolução social que deixaria atónita qualquer pessoa de bom senso acabada de aterrar vinda de outra era ou de outro planeta… Barrigas de aluguer? Suicídio assistido? Direito a matar um filho? A falta de sabedoria e de prudência dos decisores políticos, dos líderes de opinião, dos intelectuais do sistema, parece não conhecer limites.

A nível internacional, as circunstâncias estão, também, a alterar-se significativamente, nalguns casos em sentido positivo, noutros em sentido negativo: enquanto em França um governo com morte anunciada decreta penas de prisão e multas para quem emitir opiniões, nomeadamente nas redes sociais, contra o aborto, noutros países, como a China, está em curso uma corrida contra o tempo no sentido de se evitar a armadilha demográfica em que o país caiu desde o lançamento da “política de filho único” dos anos 70. Noutros ainda, como os EUA, após a demonstração de peso decisivo do voto pró-vida na balança eleitoral, foi determinada imediatamente pela nova Administração uma retirada drástica de financiamento federal a organizações patrocinadoras da prática do aborto.

No meio deste mundo turbulento gostaríamos que a Federação Portuguesa pela Vida continuasse a ser um ponto de encontro de todas as Associações e de todas as boas-vontades em torno do tema da Vida. No fundo, como aquele pequeno farol, numa falésia, tão discreto que durante o dia ninguém dá por ele, mas que, na escuridão da noite, e com mares revoltos, ajuda quem precisa a sinalizar o caminho e a dar uma linha de rumo até ao porto de abrigo. Nesta Páscoa de 2017, e sempre, vamos continuar.