G Revolution sexuelle

A sociedade cometeu um pecado mortal e um erro fatal ao importar dos EUA e da Europa do maio de 68 a irresponsabilidade sexual promovida como libertação individual. A natalidade, que já estava em queda com o advento e generalização da contraceção, colapsou após a revolução sexual dos anos 60 e a publicidade enganosa de “libertação da mulher”. 50 anos depois, lá como cá, já só resta fazer a contra revolução sexual, voltar a tornar inviolável a vida da criança no ventre materno, qualquer que seja a situação. Essa será a verdadeira libertação da mulher, do homem, do casal, da família. Utopia? Irrealizável? Impossível?

O mal-estar é evidente em muitos países. Em Portugal, a estabilização económica proporcionada pelo boom turístico-imobiliário permitiu, nos últimos anos, anestesiar os portugueses sobre a verdadeira situação estrutural do país. Mas a realidade vem sempre ao de cima e impõe-se: maus serviços públicos, hospitais descapitalizados, escolas com poucos meios, comboios em mau estado, nível de equipamento confrangedor das forças armadas e da polícia. Rendimentos médios baixos, seja salários, seja pensões. Um aumento de 10 € nas pensões de reforma é visto como uma vitória grandiloquente pelos atuais governantes, quando qualquer pequeno aumento do preço dos medicamentos, transportes ou eletricidade faz volatilizar automaticamente 10 vezes esse valor. Por mais que os jovens, e os seus pais, invistam em educação, formação universitária, por mais que um casal trabalhe, os salários, de jovens e menos jovens, são sempre modestos. O português comum, o português médio, da “classe média”, esmagado por impostos, obrigações, taxas, burocracias por todo o lado, não vê qualquer luz ao fundo do túnel.

A sociedade já percebeu que o edifício de proteção social e salarial que foi sendo construído está em rápida degradação, sob o peso insuportável dos impostos e sob o peso incontornável do envelhecimento do país. Podemos continuar, anos a fio, a fazer remendos atrás de remendos e iludirmo-nos sobre o “bom momento” e as melhorias da economia, que não são mais que um estado de remissão num doente em estado grave. Nunca vai haver dinheiro suficiente para uma redistribuição que se veja. Infelizmente a doença exige uma cirurgia profunda: só se consegue revitalizar a economia com um choque demográfico e este só ocorrerá quando regressarmos ao paradigma do respeito pela vida da criança desde a conceção, um respeito que em décadas passadas, quando Portugal era um país marcado pela religiosidade, era mais do que isso, era sagrado e intocável. A sociedade cometeu um pecado mortal e um erro fatal ao importar dos EUA e da Europa do maio de 68 a irresponsabilidade sexual promovida como libertação individual. A natalidade, que já estava em queda com o advento e generalização da contraceção, colapsou após a revolução sexual dos anos 60 e a publicidade enganosa de “libertação da mulher”. 50 anos depois, lá como cá, já só resta fazer a contra revolução sexual, voltar a tornar inviolável a vida da criança no ventre materno, qualquer que seja a situação. Essa será a verdadeira libertação da mulher, do homem, do casal, da família. Utopia? Irrealizável? Impossível? A verdadeira responsabilização dos jovens e o verdadeiro respeito pela mulher só renascerá quando o ato sexual for acompanhado de um compromisso relativo às suas consequências. Restrinjam ao máximo o aborto, imponham testes de ADN a quem não se responsabilize pela paternidade, acabem com o vale-tudo da pílula do dia seguinte, voltem à sexualidade tutelada do passado e terão de novo famílias coesas, famílias numerosas e um país a renascer. Não o façam, terão um país a definhar, solidão na velhice, jovens em debandada, imigrantes a tomar conta do que restar de Portugal.

Editor do Site

Novembro 2018