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Nunca a liberdade em termos de costumes foi tão grande, nunca a facilidade de divórcio e separação entre casais formais e informais foi tão ampla... E nunca houve notícia de tanta violência doméstica como hoje em dia.

A Presidente da FPV apela a uma reflexão séria e profunda sobre este problema e as suas raízes.

 

Isilda Pegado adverte para sociedade que ensina que «o outro é descartável»

Lisboa, 24 out 2017 (Ecclesia) – A presidente da Federação Portuguesa pela Vida (FPV) apelou hoje a uma “reflexão séria” sobre o problema da violência doméstica, uma “chaga” a que a sociedade tarda em conseguir “pôr um fim”.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, Isilda Pegado defendeu que na génese deste problema está o contexto atual da sociedade, onde estão a ser introduzidas “leis que permitem atentar contra a vida” e que com o tempo, “acabam por gerar novas formas de violência”.

Um “tipo de cultura” que ensina que “o outro é descartável, que o outro está sujeito à lei do mais forte, como é o caso do aborto, em que o mais forte decide se o mais fraco vive ou morre”.

Porque “a primeira questão” é sempre esta: “se eu fui educado ou não desde casa, desde a escola, em todo o meu percurso, para respeitar o outro”.

“O outro é para mim um ser igual à dignidade daquilo que eu sou? Se é eu não lhe toco nem com um dedo”, frisou Isilda Pegado.

No último Sínodo dos Bispos dedicado à Família, a Igreja Católica apelou à “tolerância zero” no que diz respeito aos casos de violência doméstica, e sublinhou também a necessidade de acompanhar as vítimas.

“A prevenção e a resposta aos casos de violência familiar exigem uma colaboração estreita com a justiça para agir contra os responsáveis e proteger adequadamente as vítimas”, referia o relatório final entregue ao Papa Francisco.

Para a presidente da Federação Portuguesa pela Vida, a violência doméstica é “sempre criticável e sempre sancionável”, enquanto ato que “em nada dignifica a sociedade”, de “falta de respeito pela integridade do outro” e “pela família”.

Aquela responsável lamentou o crescimento deste fenómeno, apesar de todas as “campanhas de sensibilização” que têm sido feitas, e criticou o cenário mediático que muitas vezes se constrói em volta destes casos.

“É preciso pensar se estes casos são para ser trazidos para a praça pública, ou se pelo contrário geram novas formas de violência só por serem falados”, completou.

JCP