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Cartaz Lisboa

 

 

Numa Caminhada que é de todos, crentes e não crentes, que é aberta a pessoas de qualquer credo reigioso e de qualquer filiação política, transcrevemos a mensagem de um grande amigo da Federação Portuguesa pela Vida e do movimento pró-vida em Portugal, D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa e, desde 2015, nomeado pelo Papa Francisco, também, membro da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé.

https://www.caminhadapelavida.org

 

No próximo dia 4 de novembro terá lugar em Lisboa e noutras cidades do país a “Caminhada pela vida”. Em Lisboa a caminhada terá início às 15:00 na Praça. Luís de Camões.

A vida humana, qualquer que ela seja, rica ou pobre, forte ou frágil, jovem ou em estado terminal é sempre um bem precioso a defender. Sobre esse bem primeiro não apenas se ergue a nossa civilização ocidental mas também toda e qualquer civilização, todo o viver social, de qualquer cultura, em qualquer tempo.

Por isso, colocar em causa a vida humana (nos seus momentos iniciais ou nos seus instantes finais) é sempre colocar em causa a própria humanidade. A vida é aquela riqueza incomensurável que é colocada à nossa disposição e que nada nem ninguém tem o direito de retirar.

A vida é a realidade que nos torna humanos e iguais. Colocá-la em questão é colocar, por momentos que seja, a insana hipótese de que existem seres humanos que nascem ou que morrem mais iguais que outros.

A vida humana é bem mais preciosa – infinitamente mais preciosa! – que qualquer outra realidade. Ela é bem mais preciosa que a preservação de qualquer espécie animal, qualquer planta ou qualquer outra realidade ecológica.

Sem o respeito pela vida humana, salvaguardada e defendida sempre e sem quaisquer reticências, é o próprio existir humano que é colocado em causa.

Pode parecer inútil, de tão evidente que é, mostrar publicamente a nossa intenção de, como cidadãos de um país, defendermos a vida. O facto é que, de há vários anos a esta parte, a insensatez parece ter-se apoderado de não poucas instâncias nacionais. E nós não podemos deixar de alertar e de lutar pela defesa desse bem supremo (para nós e para os outros – até para os vindouros) que é a vida humana.

Vale a pena caminhar pela vida. Vale a pena lutar pela vida. Por toda e qualquer vida humana.