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António Pinheiro Torres, Vice-Presidente da Federação Portuguesa pela Vida, numa intervenção que por breves momentos ressoou quase como o histórico discurso de Luther King “I have a dream” afirmou: ...Um dia, no futuro, pode ser que já não seja preciso fazer caminhadas, organizar marchas, realizar manifestações… porque a sociedade, nesse dia futuro, já se terá consciencializado da barbárie e da iniquidade que são – que eram - a aceitação e legalização do aborto… Nesse dia iremos então caminhar mas aí, sim, para prestar homenagem a todas as vítimas passadas do aborto, as crianças não nascidas, os bébés sacrificados, as mulheres para sempre marcadas, as mães e os pais traumatizados, uma homenagem, possivelmente consagrada num qualquer memorial colocado, por exemplo, no exterior do que é hoje a sinistra Clínica dos Arcos… Esse dia chegará. Desde há 20 anos que lutamos por ele e continuaremos a lutar. 

José Maria Seabra Duque, organizador da Caminhada, frisou no final: O eleitorado pró-vida tem voz e tem voto e não haverá mais meias-tintas na hora de votar…

Seabra Duque reiterou os avisos aos partidos num ano, de 2019, que se avizinha decisivo para a agenda política dos movimentos pró-vida, em Portugal e por toda a Europa. Eleições para o Parlamento Europeu em maio, eleições para o Parlamento Nacional em Outubro. A Federação Portuguesa pela Vida vai lançar um questionário tipo check-list dirigido a todos os partidos e cabeças de lista às eleições através do qual se exigirá uma clarificação relativamente aos temas da Vida, desde o aborto e apoio à maternidade, desde a eutanásia aos cuidados paliativos, desde as barrigas de aluguer à procriação artificial, desde a legalização da prostituição à proteção efetiva da família. Ausência de respostas significarão, de ora em diante, silêncio perante uma agenda fraturante permanente e terão por consequência, a recusa e o repúdio do nosso voto.

Foram ainda feitas intervenções contundentes e incisivas por parte de diversos jovens. As mensagens em cartazes eram também criativas e assertivas, como aquela ilustração da “Biologia Mágica” retratando de forma cáustica como um bébé na barriga da mãe se metamorfoseia, de forma misteriosa, a partir de um amontoado de células desconexas às 10 semanas, para se tornar um ser humano de pleno direito passadas 24 horas, com 10 semanas e um dia (!)… Cartazes também indicando a proveniência de grupos que vieram a Lisboa de cidades e zonas do país nas quais não se realizaram marchas localmente, como o grupo do movimento Algarve pela Vida, e outros.

Foi também lida mensagem de solidariedade de Cécile Édel, presidente de “Choisir la Vie” e co-organizadora da “Marche pour la Vie” anualmente realizada em Paris. https://www.enmarchepourlavie.fr/