DGS

CARTA ABERTA A

FRANCISCO GEORGE

Exmo. Sr. Director Geral da Saúde,

Foi com profunda estupefacção que ouvimos as vossas declarações na TSF. Porque:

1 – Reduz a sua reconhecida vida profissional, à questão do aborto. Ficando para os anais como o “Director Geral do aborto”.

2 – Deliberadamente o Senhor continua a esconder a realidade dramática do aborto em Portugal onde 1 em cada 5 gravidezes terminam em aborto. Sendo 1 em cada 3 repetição.

3 – Joga na falácia de que a opção para a criança concebida é entre o aborto legal ou ilegal. Ora, caso tivesse investido no apoio à grávida, seguramente muitas vidas teriam nascido em Portugal. E a opção é pelo Não ao aborto e Sim à Vida.

4 – Omite todo o trabalho (profissional e voluntário) que centenas de pessoas, em dezenas de instituições, têm feito ao longo de 10 anos, em todo o País, e de que resultou o nascimento de centenas de crianças. Ignora que todos os anos, dezenas de milhares de pessoas descem à rua para protestar contra a chacina de crianças que a lei do aborto introduziu em Portugal. E, largos sectores da Sociedade são silenciados no seu protesto diário contra o drama do aborto.

5 – Aquilo que o Sr. Director considera uma meritória acção da lei, resultou em mais de 169.000 (02/2017) crianças que foram eliminadas. E tantas mulheres dramaticamente abandonadas e pressionadas para o aborto.

 - Fez progredir e aplaudir o maior negócio privado de aborto em Portugal.

6 – Aceita a Federação Portuguesa pela Vida fazer um debate público com V. Exa., baseado apenas nos números publicados pela Direcção Geral da Saúde, e na realidade das Instituições de Apoio à Vida.

PS – Junta Estudo.                                               

A Bem da Verdade

A Direcção da F.P.V.