Agência Ecclesia - 5 Nov 04
Selecção genética é uma acção «grave e ilícita», diz o vice-presidente da Academia Pontifícia para a Vida

O vice-presidente da Academia Pontifícia para a Vida considerou que a selecção genética é uma acção «grave e ilícita», contestando a decisão da Autoridade de Fertilização e Embriologia Humana (HFEA) na Grã-Bretanha, que autoriza a eliminação de embriões predispostos a desenvolver um tipo de cancro.

“Evidentemente, procriar ‘in vitro’ embriões para depois submetê-los a diagnósticos pré-implantatório a fim de seleccionar os saudáveis e suprimir os não-saudáveis representa para qualquer consciência uma supressão de um ser humano vivo e inocente”, disse à Rádio Vaticano D. Elio Sgreccia. 
“O juízo é perfeitamente, plenamente, negativo”, acrescentou.
 
A autorização do HFEA foi recebida por uma equipa da “University College” de Londres, que pretende evitar assim a transmissão de pais para filhos de um tipo de cancro do cólon de carácter hereditário.
 
É a primeira vez que o diagnóstico pré-implantatório é autorizado no Reino Unido para uma doença que não se desenvolve desde o nascimento.