Agência Ecclesia - 11 Fev 04
Bispo de Aveiro fala em regresso à barbárie
 
O Bispo de Aveiro, D. António Marcelino, manifestou-se hoje contra o que apelida de “regresso à barbárie”, visando a campanha em favor da despenalização do aborto.
 
“Nunca, em minha vida, vi conluio tão organizado, tão cheio de meias verdades, tão carregado de emoções, tão vazio de razões, tão descentrado do essencial, tão alienante, tão a comando de mãos às claras e de mãos às ocultas. Um retrocesso claro, porque desumano e cego”, acusa no editorial do semanário “Correio do Vouga”.
 
O prelado contesta a campanha organizada que, segundo ele, engloba os meios de comunicação social, escritores e poetas, professores e alunos, sondagens “mais preocupadas em fazer opinião”, e “intervenções sibilinas de gente da alta sociedade que, não querendo dizer tudo, diz mais que tudo…”
 
“Se não se respeita a vida nascente indefesa, não há mais razão para se respeitar a vida, seja de quem for e em que circunstâncias for”, alerta.
 
D. António Marcelino afirma claramente que “matar um ser humano é sempre crime”, vincando que “se, para muita gente, a vida é coisa de somenos importância quando se trata de um filho no seio materno, porque há-de ser coisa de tanto apreço e estima, quando se trata de uma criança violada, de um doente incurável, de um jovem paraplégico, de um idoso sem família, de um sidoso inocente, de um imigrante sem sorte?”.
 
“Os defensores do aborto estão colocando a espada de morte sobre o seu pescoço. A degradação social começa assim”, conclui.