Público - 14 Jan 04
Mulheres em Acção Fazem Campanha Sobre Consequências de "Pesadelo" 
Por LUSA

A associação Mulheres em Acção iniciou ontem, com a distribuição de panfletos em frente à Assembleia da República, uma campanha de sensibilização sobre os riscos da interrupção voluntária da gravidez, nomeadamente "as nefastas consequências psicológicas". Durante cerca de três horas, três elementos da associação estiveram junto à Assembleia da República, onde conversaram e distribuíram panfletos aos transeuntes, sensibilizando-os para os riscos da interrupção voluntária da gravidez. Esta associação pró-vida resolveu iniciar a campanha "Se a gravidez é um problema, o aborto é um pesadelo" porque, nas palavras de Madalena Simas, uma das organizadoras, não há estudos nem informação suficiente sobre as consequências para quem pratica um aborto. A campanha de sensibilização vai decorrer nos próximos dias pelos locais mais movimentados de Lisboa, com o auxílio de um jipe e de uma coluna de som, que grita "O aborto destrói-nos. A mulher tem de ser protegida do aborto...". A associação tem já marcadas diversas audiências com deputados do PSD para que o Governo faça um "levantamento sério de todas as consequências do aborto". Quanto a um eventual referendo sobre o aborto, Madalena Simas diz-se contra "porque não se devem repetir as consultas até que o seu resultado seja o que os seus organizadores pretendem". Contudo, caso venha a ser feito outro referendo, a Mulheres em Acção quer que se pergunte aos portugueses se concordam com a revogação da Lei de 1984, que permite a prática da interrupção voluntária da gravidez em determinados casos.