Ecclesia - 22 Jan 2003
O debate profundo e sério levaria a maior oposição ao aborto
Octávio Carmo

A Federação Portuguesa pela Vida, que congrega associações de todo o país na luta contra a liberalização do aborto, esteve representada ontem, 16 de Janeiro, num debate subordinado ao tema “Interrupção (in)voluntária da Gravidez” no Instituto Português da Juventude. Isabel Carmo Pedro, da associação das mulheres em acção, tomou a palavra em representação da Federação.
 
A participação desta organização nos debates tem como finalidade “esclarecer os valores e interesse em causa, quando se fala de aborto”, esclarece o dirigente José Paulo Carvalho. “A questão trata de um dos aspectos basilares da nossa sociedade, que é o respeito pela vida”, acrescenta.
 
A tarefa não se afigura fácil, até porque “a opinião pública foi tão encharcada com campanhas pró-aborto que a posição contrária está subalternizada e as pessoas com dúvidas honestas sobre esta matéria não são esclarecidas”. Para José Paulo Carvalho, “não se devem fazer campanhas para chocar as pessoas, mas para esclarecer com pontos de vista serenos, profundos e sérios”, mostrando-se convencido de que “quanto mais debatermos a questão, mais pessoas se vão juntar a nós na convicção de que o aborto é uma solução má e chocante”.
 
Transmitir esta mensagem aos jovens implica dificuldades acrescidas, porque estes “sofreram uma forte campanha de intoxicação e desinformação que banalizou o aborto e lhes retirou o espírito crítico para não o encararem como um mal necessário”, conclui.