Z diversidade sexual

A Plataforma Renovar alerta para os riscos decorrentes da nova disciplina Educação para a Cidadania, um verdadeiro presente envenenado do Ministério da Educação. A Plataforma propõe uma carta-tipo na qual os encarregados de educação poderão colocar os filhos a salvo deste método de catequização anti-família.

 

Newsletter Plataforma Renovar  

Ano lectivo 2018/2019

Filhos na escola? - cuidados dobrados!
Este ano lectivo trouxe uma novidade: a nova disciplina «educação para a cidadania».
Obrigado Sr. Ministro, mas há pais que  sabem que é deles o direito e o dever de cumprirem com a educação dos filhos.

Por isso a Plataforma Renovar recomenda o envio da carta:

 

 

Exmo(a). Senhor(a) Director(a) da

Escola

Localidade, ….(data)….

Assunto: Ano lectivo 2018/2019

…(nome)…, -º. Ano.

Exmo(a) Senhor(a)

De acordo com a Constituição Portuguesa (art.º 36, nº 5) "Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos”.

A educação para a cidadania dos nossos filhos (educandos), nas suas mais variadas vertentes, é da nossa competência, matéria a que não renunciamos, e é algo que nós fazemos, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades concretas, do seu crescimento e da sua dignidade pessoal.

Pois bem, dos vários módulos que integram a disciplina de «Educação para a Cidadania», dois deles – o da «Educação para a Igualdade de Género» e o da «Educação para a Saúde e Sexualidade» – suscitam-nos especiais preocupação e repúdio. Quanto aos demais módulos, constituem eles uma total perda de tempo, abordando como abordam temas que, como acima referimos, integram a educação que nós, pais, ministrámos ao nosso filho e aos irmãos dele desde que atingiram a idade da razão.

Neste sentido, para o ano lectivo 2018/2019, desde já informamos que não autorizamos a participação do nosso filho, cujo nome acima se refere, em qualquer aula, acção ou aconselhamento relativos à disciplina de «Educação para a Cidadania», sem o nosso acordo por escrito, se assim o entendermos, atempadamente solicitado pela escola.

Em particular, desde já informamos que não autorizamos a participação do nosso filho nas actividades do programa PRESSE.

Não autorizamos também, sob pena de imediato procedimento criminal, que o(a) docente dessa disciplina, e qualquer que seja a sua formação académica (psicologia ou outra), a título formal ou informal, dentro ou fora da sala de aula, se aproxime do nosso filho para lhe prestar qualquer tipo de «acompanhamento», «aconselhamento» ou «atendimento» psicológico que incida designadamente sobre essas temáticas.

Solicitamos ainda ser informados, com a devida antecedência, de qualquer outra actividade de «enriquecimento curricular» prevista para o contexto de aula, tais como filmes, documentários, reportagens, palestras, visitas de estudo, acções de sensibilização, etc., sendo que, se não houver possibilidade desse aviso, a nossa decisão, cujo respeito também exigimos, é de que eles não participarão em tais atividades.

Sem outro assunto, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

De V. Exa.

Atenciosamente,

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Pai / Encarregado de Educação

Pela Escola – recebido em: ___/ ___/ ______, ___________________________

Carimbo / Assinatura

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Um artigo com algum tempo, a este propósito:

https://ionline.sapo.pt/

Graça Canto Moniz

Um Kamasutra para crianças?

Não faltará muito para que, copiando o exemplo brasileiro, o governo distribua um kit de prevenção contra a homofobia recheado de “manuais escolares” e outro tipo de “material” que estimula experiências autoeróticas e homossexuais.

O leitor não deve ficar chocado com a pergunta que coloco no título. É que, em rigor, o Kamasutra para crianças existe. E, imagine, goza do alto patrocínio do Estado português na sua qualidade de grande educador das massas. Ainda assim, nem tudo está perdido: pelo menos, do conteúdo do dito manual não constam imagens explicativas. Refiro-me a um documento datado de outubro de 2016 cujo título é “Referencial de Educação para a Saúde”, carimbado pela Direção- -Geral da Saúde e pela Direção-Geral da Educação, com o objetivo de promover “a educação para a saúde em meio escolar”. É neste pedaço de prosa que se encontram as diretrizes e orientações no que respeita, entre outros temas, aos “Afetos e Educação para a Sexualidade”, dissecados em subtemas, objetivos e metas a atingir. 

No que respeita à educação para a sexualidade (em relação aos afetos sabemos bem quem é o titular da cátedra...), o referencial pedagogicamente explica que, apesar da ubiquidade do sexo, a escola é o local onde os alunos [do pré-escolar e do ensino básico] manifestam, de forma mais impressiva, os desenvolvimentos sexuais nos vários ambientes, incluindo “na relação com os docentes e trabalhadores”. A prosa social construtivista desenvolve-se entre orientações várias no que respeita às “relações afetivas” e aos valores” até ao subtema 4, sob o manto diáfano do “desenvolvimento da sexualidade, onde se prevê, em antecipação precoce do processo de erotização natural de de-senvolvimento infantil, o objetivo de os alunos do pré-escolar adquirirem “uma atitude positiva em relação ao prazer e à sexualidade. O Estado quererá ensinar bebezinhos de três anos a ter prazer? Por fim, o referencial propõe ainda ensinar os alunos do 2.o ciclo (5.o e 6.o anos) a distinção entre interrupção voluntária e involuntária da gravidez. 

Não faltará muito para que, copiando o exemplo brasileiro, o governo distribua um kit de prevenção contra a homofobia recheado de “manuais escolares” e outro tipo de “material” que estimula experiências autoeróticas e homossexuais. É, contudo, lamentável que o Estado arrogue para si o direito de, através de um manual de instruções, construído de forma centralizada, definir unilateralmente um modelo único de educação para a sexualidade. Profundamente relacionadas com o conjunto de valores que cada família escolhe, em liberdade, as escolhas quanto à educação sexual devem, impreterivelmente e em primeira instância, passar pelo crivo familiar, pelo respeito pela sensibilidade, pelas questões de consciência e pela autonomia dos pais. 

Opinião