G Andr Ventura

A lei do aborto, como qualquer lei, é um sinal poderosíssimo em relação àquilo que a sociedade pretende, em relação àquilo que a sociedade defende. Retirar do código da estrada, por exemplo, a menção ao sinal vermelho equivaleria a dizer que passa a funcionar o salve-se quem puder nos cruzamentos rodoviários...

Será que os novos pretendentes ao voto dos portugueses “de direita” (seja lá o que isso significa) já perceberam isso? Em entrevista ao Sol, André Ventura, que lança o projecto Chega!, em cisão com o PSD, responde a duas perguntas liminares sobre o aborto: “Se for eleito para o Parlamento vai defender a revisão do aborto?" A.V.: “Não, não vou”, “Porquê? É a favor do aborto?” A.V.: “Não sou eticamente a favor do aborto. Mas se me perguntar se sou capaz de permitir que no meu país haja um processo crime contra uma mulher que abortou, não sou. Portanto, jamais pediria essa revisão”.

Ao contrário da nova direita Vox, em Espanha, que taxativamente propõe a derrogação da lei do aborto vigente, em Portugal, a direita, velha ou nova, continua a desconversar em relação a este tema civilizacional.

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