I MFL 2019 Mike Pence 1

18 de janeiro, March for Life, em Washington. O Vice-Presidente dos EUA, Mike Pence, e mulher Karen, estiveram em palco e dirigiram umas breves palavras à assistência. De acordo com a organização, centenas de milhares de manifestantes desfilaram no National Mall de Washington. Jeanne Mancini, a presidente da March for Life, afirmava que lhe parecia ser a mais concorrida de todas as marchas desde sempre. Mas mais que a contabilidade de presenças ou a sintonia dos manifestantes com a postura anti-aborto da Administração Trump, o entusiasmo da multidão, a acutilância das mensagens nos cartazes, a participação maciça de jovens, marcaram de novo a Marcha. A imprensa mainstream, essa, uma vez mais, praticamente ignorou-a. 

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José Maria Seabra Duque

21 de janeiro de 2019

Quando as notícias falsas chegam aos jornais.

Sexta-feira um grupo de rapazes adolescentes da Covington Catholic High School, que estavam em Washington para participar na Marcha pela Vida, estava parado nas escadas do Lincoln Memorial à espera do autocarro. Enquanto esperavam 4 negros, do grupo Black Hebrew Israelites, começa a “pregar” na direcção dos rapazes. A pregação incluiu insultos vários. Os rapazes começaram então a entoar cânticos da escola.

No meio disto, um grupo de índios, avança na direcção dos rapazes a tocar tambor e a cantar. Os rapazes foram-se afastando até que o ancião índio (aparentemente um veterano do Vietname) fica cara a cara com um rapaz. O rapaz não se mexe, não fala, não diz nada. Sorri apenas com um ar enervado enquanto o índio continua a tocar tambor à frente da sua cara. Os resto dos rapazes continua a cantar e a bater palmas. Um dos membros do grupo índio ainda insulta um dos rapazes, mas em momento algum há ameaças, agressões ou insultos da parte dos rapazes que ali estão à espera do autocarro.

Tudo isto é possível confirmar no vídeo completo com as imagens do momento.

A CNN faz um notícia, onde mostra apenas imagens do índio a tocar tambor na cara do rapaz, entrevista o activista índio e diz que os rapazes rodearam o grupo e que aquele rapaz em especifico não os deixou passar. Tal história é confirmada pelo activista. Basta olhar para as filmagens para perceber que a reportagem da CNN é totalmente mentirosa.

O objectivo era claro: ligar a Marcha pela Vida a um suposto icidente racista onde jovens brancos de uma escola católica insultam negros e índios. Pura propaganda.

O Observador fez um artigo sobre o assunto. O artigo começa assim “Jovens com bonés com o slogan de Trump — Make America Great Again — cercaram e gozaram com ancião da tribo Omaha, que fazia uma marcha em Washington. Vídeos tornaram-se virais nos Estados Unidos.”

Ora, o que aconteceu foi que um grupo de adolescentes, que esperava pelo autocarro, foi ameaçado, insultado e assediado por dois grupos de adultos diferentes, como se pode ver pelos vídeos. O que o Observador publica é a tradução de uma notícia mentirosa feita pela CNN.

Num tempo em que tanto se fala de fake news é impressionante como os órgãos de comunicação social continuam a produzir notícias falsas com o único objectivo de apoiar a sua ideologia. E muitíssimo preocupante. É fácil perceber porque é que tantos americanos preferem acreditar quanto Trump diz que os jornais mentem. Quanto estes não hesitam em mentir, de maneira grosseira, para o atacar é fácil acreditar em quem os acusa, mesmo que este minta tanto quanto eles.

Já agora, não posso deixar de reparar que o Observador que publica um notícia falsa sobre estes miúdos que participaram na Marcha Pela Vida é o mesmo que conseguiu ignorar completamente a dita Marcha pela Vida, onde 300 mil pessoas caminharam em Washington, calma e pacificamente. Pelos visto nem a multidão, nem a participação do Vice-Presidente dos Estados Unidos, nem a mensagem enviada pelo Presidente são motivo de notícia para o Observador. Notícia é mesmo uma notícia falsa da CNN para atacar o povo pró-vida.

Pergunto-me cada vez mais se quando os orgãos de comunicação social se queixam das fake news, se o problema é a mentira ou a concorrência?