Agência Ecclesia - 17 Nov 05

Bispos criticam falta de debate em torno da procriação medicamente assistida CEP aprova novos documentos

A Conferência Episcopal Portuguesa manifestou hoje a sua "estranheza" pela ausência de debate em torno da nova Lei sobre as técnicas de procriação medicamente assistidas.

No comunicado final da assembleia plenária da CEP, que decorreu em Fátima de 14 a 17 de Novembro, lamenta-se que "o projecto de Lei que visa regular as técnicas de procriação medicamente assistida tenha sido introduzido no Parlamento sem a suficiente sensibilização pública, tratando-se de um tema de tanta importância e delicadeza, e de tão elevada exigência ética".

"Reconhecendo embora a necessidade de legislação, (a CEP) sente o dever de afirmar que o embrião deve ser respeitado como ser humano que é, ao qual deve ser assegurada protecção de dignidade, identidade e integridade", assinala o comunicado episcopal.

Os Bispos sublinham que "a vida do ser humano é um fim em si próprio e nunca um meio a ser usado e destruído".

"Não deve ser autorizada qualquer investigação destrutiva que impeça o desenvolvimento daquele ser humano", conclui a CEP.

Em conferência de imprensa, o presidente da CEP, D. Jorge Ortiga, manifestou, também, uma posição crítica sobre a possibilidade de distribuição da chamada "pílula do dia seguinte" nos centros de saúde, considerando-a "essencialmente abortiva". 

 

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